Está com dificuldade de engolir alimentos líquidos ou sólidos? Saiba mais sobre a disfagia

Doença pode ser consequência de algum problema mais grave, alerta especialista do Hospital Villa-Lobos

Quem já teve um alimento preso na garganta sabe o quanto ruim é aquele momento. A dificuldade leve ou moderada de engolir alimentos líquidos ou sólidos deve ser vista com atenção. “A disfagia pode ser indicativo de algum problema mais grave, por isso a importância de se procurar um médico o quanto antes”.

O Dr. Antonio Celso Avila da Costa, otorrinolaringologista do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, alerta que a disfagia, que afeta crianças e adultos, mas principalmente os idosos, pode ser consequência de uma série de acontecimentos, como doenças, pós-cirurgia, radioterapia, alterações anatômicas e até malformações.

A disfagia pode aparecer após as primeiras sensações de alimentos presos na garganta, engasgos e tosse. “Seu grande risco é broncoaspiração, que é quando o alimento vai para a traqueia, brônquio, pulmão, levando o paciente a uma pneumonia aspirativa, causa comum de morte em idosos acamados”, orienta Avila.

O diagnóstico é feito a partir de exames físicos, que são complementados por videodeglutograma, onde o paciente ingere uma substância refletiva a um raio-x, que vai fazendo imagens que mostram se o alimento está indo para os locais corretos.

Há outros casos em que os especialistas optam pela endoscopia de deglutição, onde um cano é introduzido pela boca do paciente, que vai se alimentando normalmente, enquanto o caminho do alimento é observado pelos médicos.

Para possibilitar a recuperação do paciente, o tratamento é feito por meio de fonoterapia, que visa recuperar a habilidade de deglutir, de suas capacidades funcionais e retorno às suas atividades normais. Isso tudo pode evitar uma possível desidratação e/ou desnutrição, além da perda de peso.